Estática!
Deveras a caso me observando?
se está, por que não ajuda-me?
O corpo começa a se mecher
Então deparo-me com algo
suas mãos frias
seus lábios secos
e olhos mergulhados em uma noite sombria
És tú, Gélida Senhora?
Nada me diz, silêncio
então foste tú que me jogou ao vento?
Rompeu meu ser
Foste tú entre o indeterminado
que me colocou no corredor polonês
de olhos vendados!
Por que me destroi?
Eu que tanto lutei para sobreviver
em meio ao milenio de trevas
fui acorrentada,
não podia me expresar
nem ao menos respirar
Será que não sou digna?
Mesmo que em um momento
um sopro de vida fez
brilhar meus belos louros
que tanto foram esculpidos por um camartelo
tú me derrubas?
Oh Gélida Senhora!
Piedade!
Não mande o tufão em meu trono,
sei que deusa não sou
não sou perfeita
Descerei por min mesma,
rendirei-me aos seus pés
Oh! Formosa branca
És mais forte do que eu
e sei que lutar contra ti,
ondas de um mar furioso,
será em vão
Por isso assumo minha derrota
fecho meus olhos nas flores de marfim
E então a Pálida Senhora
subirá no altar
branquiando o corações dos homens
ensanguentando a nova escura cidade
Em passos vazios e pesados
tocará na ponta de uma asa negra
e a chuva de horror
varrerá minha existência
deixando somente os destroços
de uma forma de mármore
que um dia idolatrada foi
não..............
e.....................
xis..........................
to.........................
mais!