Sou aquele D`alma despedaçada
Sou aquele que chora minha desgraça
De cruas ânsias, vejo meu mundo ficar torto
É isso e nada mais
Sou mais frio que uma estáuta sem vida
Estou em maior sombra que as trevas de Byron
Sou mais tétrica que as figuras dos mares negreiros
É isso e nada mais
Morto, Louco! Minha dor se derrama em pranto
Sou aquele na escuridão
onde o ador é derramado em meu peito
onde palavras escritas com sangue humano atravesam meus olhos
É isso e nunca mais
Venha! Sente-se ao meu lado
e compartilhe da fome e da miséria
tome de minha agonia
da tortura que inebe a vida
Você que está tão aconrentado
você que está cego
que viveu um universo vil
que bebeu da virtude dos inocentes
É isso e nunca mais
Nunca partirei
Nunca te deixarei
Ficarei aqui mas logo te buscarei
te jogarei em meio ao fogo
pertubarei seu ser
tirarei sua razão
Venha!miseravel
que a ira da morte te espera todavia
É isso nunca mais
Encetou a sufocar?
Vá miseravel!
Fuja!
Mas lembre-se, de nada adiantara
seu leito já enfeitado está
Vá miseravel!
que sou corvo e desprovido de luz estou
Pois é isso e nada mais!
O legal deste poema é o desenrolar dele: em principio temos a figura do que é este corvo e, depois, vemos o porquê dele agir de tal maneira assim como quem ele espera. Em todo o caso, dizer que ele é a morte é muito precipitado, visto que ele nunca diz que tirará a alma e tudo mais, ele só afirma que o leito "daquele que ele aguarda" está pronto - assim como a miséria.
ResponderExcluirOutro ponto legal dele é a "frieza" com que o eu-lírico desenrola sua narrativa: ele em todas as partis afirma que é tão frio quanto uma estátua, assim como o próprio clima do poema em si.
Muito bem escrito, é isto xD