Esse é um blog onde seus corações podem disparar, onde você depois de ler algum conto, não dormira mais. Se você tem problemas com pesadelos ou se você não gosta de contos ao estilo segunda geração romantica, saia! Mas se você gosta seja bem vindo (a)

domingo, 4 de setembro de 2011

Sou o Corvo



Sou aquele D`alma despedaçada
       Sou aquele que chora minha desgraça 
                De cruas ânsias, vejo meu mundo ficar torto
É isso e nada mais 

        Sou mais frio que uma estáuta sem vida
                   Estou em maior sombra que as trevas de Byron
                       Sou mais tétrica que as figuras dos mares negreiros
É isso e nada mais

                      Morto, Louco! Minha dor se derrama em pranto
Sou aquele na escuridão
       onde o ador é derramado em meu peito
                                             onde palavras escritas com sangue humano atravesam meus olhos
É isso e nunca mais

Venha! Sente-se ao meu lado
         e compartilhe da fome e da miséria 
tome de minha agonia
da tortura que inebe a vida
   Você que está tão aconrentado
você que está cego 
que viveu um universo vil
          que bebeu da virtude dos inocentes
É isso e nunca  mais

Nunca partirei 
 Nunca te deixarei
                       Ficarei aqui mas logo te buscarei
              te jogarei em meio ao fogo
  pertubarei seu ser
tirarei sua razão
Venha!miseravel
                             que a ira da morte te espera todavia
É isso nunca mais

Encetou a sufocar?
Vá miseravel!
Fuja!
                     Mas lembre-se, de nada adiantara
        seu leito já enfeitado está
Vá miseravel!
                              que sou corvo e desprovido de luz estou
     Pois é isso e nada mais!

Um comentário:

  1. O legal deste poema é o desenrolar dele: em principio temos a figura do que é este corvo e, depois, vemos o porquê dele agir de tal maneira assim como quem ele espera. Em todo o caso, dizer que ele é a morte é muito precipitado, visto que ele nunca diz que tirará a alma e tudo mais, ele só afirma que o leito "daquele que ele aguarda" está pronto - assim como a miséria.

    Outro ponto legal dele é a "frieza" com que o eu-lírico desenrola sua narrativa: ele em todas as partis afirma que é tão frio quanto uma estátua, assim como o próprio clima do poema em si.

    Muito bem escrito, é isto xD

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